segunda-feira, março 09, 2015

Obra diária.


Nessa noite tirana e mal educada, chego a conclusão que cada dia da minha vida é uma obra literária e poética. Deixo de lado rotinas, depressão, preguiça e submissão ao cumprimento de regras sociais fundamentais. Deixo de lado pensamentos que não condizem, que não dizem respeito à beleza da minha obra! Tão bela esta, me deparei com certa vontade de narrar. Formato subjetivo de sempre, claro e conciso. Não tão certa esta certeza me espanta do meu bem-querer de modo que não há mais certezas de nada: se quero narrar e se vocês querem ouvir. Partindo desse pressuposto, apresento-lhes a divergente opinião sobre minha obra, com a intenção seguinte que a obra provém de mim e que cada autor é sua própria obra. Não pretendo agradar seus caprichos e não pretendo ser polida na termologia que usarei nessa divisão, portanto, se gosta de conceitos clássicos e linguagem eufêmica, sugiro que leia alguns outros temas que abordei nesse mesmo papel virtual. Pois bem, entenda:
  1) Canibalismo: É a forma com que me mantenho informada sobre eu mesma, ser errante, mutante, um bocado complicado de tão simples. Auto canibalismo. Consumo pedaços de mim afim de estar sempre completa. No entanto, essa completividade desejada gera uma paradoxo enorme com o que almejo em minha obra: satisfação. Como pode isso fazer sentido, como posso me manter assim, meio zumbi, meio eu, meio você, meio direito e meio termo? Questionamentos me agradam tanto quanto os tais meios termos mas nada posso mudar nesse cenário trágico e tumultuado. Me encontro nele de bom grado e não quero bem completar essa frase. Não possuo tampouco a vontade de ser questionada, logo, faça-me o favor de não ser indelicado.
  2) Auto conhecimento:  É a forma com que consumo de mim mesma todo o investimento intelectual e monetário gerado no fluxo de economia particular da minha alma. No espírito das minhas regras, dentro de meu próprio coração valente. Dedico-me a encontrar uma especialidade que se dedique a mim! Dedico que esse tal me entregue suas regras e me diga o o quanto meus pés são bonitos. Dedicarei cada momento de algumas obras minhas nesse intuito bobo. Não mais quero saber dos pés de outras conjunturas especiais que não se alcançam. 
Por fim, garanto que a divisão da obra se mostra incompleta e assim sempre se mostrará. A complicação advém do pra sempre insatisfeito, afim de sempre melhorar. A complicação advém, mais uma vez, da Terra do Nunca. Peter Pan, prazer em conhecê-lo!

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