quarta-feira, dezembro 02, 2015

A combinação mais bonita.

Similaridade é inexistente. O sorriso é tão especial quanto absorto. Dentre astros, Deuses, elementos, risadas e olhares se encontrava concentrada aquela pintinha na ponta do nariz. Como se não tivesse culpa no cartório de ser tão única. De ser tão linda. A mil quilômetros de pensamentos encontrava-se um sentimento que nem se enquadrava numa denominação talvez demasiada simples. Não havia nome. Talvez as Moiras quisessem assim. Talvez fosse pra ser, talvez fosse pra sofrer. Fale direta e abertamente sobre esse brilho da comemoração lunar... Nunca se separar! Parece absolutamente equívoca a ideia de fazer partir. Sem complemento, você é meu complemento. Será? Por vezes, há duvidas... Por tempo suficiente. Existe suficientemente você para eu amar? Por água, vem a terra. Sem maiores divisões, quer ser o Mar? Vá, não fuja! Entenda que não é necessário maiores complicações. Sorria fácil, é tão bonito... Jamais hei de faze-la chorar. Nunca se distanciar. Pela Deusa, quer ser o Mar? 

terça-feira, novembro 10, 2015

In front of the magical mirror


Não sei se me atrevo a descrever algo além do meu horizonte pessoal. Há muito opiniões mudaram e foram reinventadas, nada permaneceu o mesmo. Ainda assim, não se encontra um agente que saiba definir o indefinido no meu coração e a ânsia é imensa! Por dentro, há guias, caminhos, sonhos, crenças e cristais. Por fora há obrigações, dúvidas, escolhas, risadas e amores. Não entendo muito bem das coisas, a cada dia entendo menos! A abstração faz tanto sentido agora quanto a objetificação. Isso lá é palavra? As analogias, sinestesias e meditações diárias são todas tão subjetivos. Ânsia. Ansiosa. Ansiedade. Abro mão de tanto. Não defini sentimento mais. Busco, alto como uma  criança e solene como uma sacerdotisa pela resposta e grito: Mãe!!! - só não sei bem formular a pergunta.  Os sinais por vezes vêm, porém não creio ser o suficiente. A viagem no tempo me impressiona, abre-se um "warm hole". As cores fortes me fazem bem, me dizem que é real. Você é real? Está tudo bem? Por que não Lhe encontro? Venha ao meu encontro e me traga um pingente. A dança corre pelo corpo, o oculto ainda preso em amarras firmes. O auto-controle falta. A árvore grandiosa tenta me dizer, me mostrar, me guiar mas tudo parece tão confuso...  A espiritualidade se enrosca na música e se confunde com a mulher. Me frusto, não acho o sentido das palavras enigmáticas, não acho a razão! Não quero nomear sentimento mas cadê?  Sem norte. Triste como uma grande carvalho velho. Por que as brumas não se dissipam? Quem achar o caminho, favor jogar confetes no trajeto para que possa segui-lo!

quarta-feira, julho 22, 2015

Amanhã é 23.


 Era terra. Terra que se espalhava por toda parte, fazendo desse dia um dia terroso. Não importava muito se fazia qualquer sentido a narrativa da garota. Ela estava tão absorta em seus afazeres minúsculos que não se importava se a terra lhe transformasse em terra. A única coisa que conseguia raciocinar e juntar peças era raiva. "Como pode as coisas serem assim?" pensava sem parar. Sem parar e sem parar e sem parar. Gritava para uma imensidão de si quase impossível. Ninguém a percebia, como de costume. Existia um sentimento de não pertencimento crescendo em seu peito tão grande que a medida em que o tempo passava ficava mais e mais difícil de desenvolver uma analogia entre os fatos propostos em sua mente.
  Não sabia muito bem como defini-los. Não sabia se havia como. Apenas acordara no meio de uma noite se sentindo incompleta com o reflexo de tanta pouca personalidade tão perto de tanta personalidade. Não se achava. Não se reinventava. Não se encontrava. Não se permitia. Não se mudava. Por que? A resposta já fora leiloada a algum tempo.
  Aquele meio da noite lhe fez lembrar de um planejamento sobre o futuro já guardado entre milhares de papéis na gaveta. As coisas não acabam sendo como planejamos e não se deixe enganar... sonhos são sem dúvida mais bonitos. Com 6, ela se imaginava com 13 fazendo coisas que não fizera. Com 13, ela se imaginava com 16 fazendo coisas que não fizera. Com 16, ela se imagina com 18 fazendo coisas que não fizera. Aos 18, ela se imaginava com 23 fazendo coisas que não sabia se faria. Amanhã já era 23. Faltavam menos de 24 horas e a esperança defasada se encontrava em estado de paralisia. 
  Uma lágrima indecente cortou o rosto da moça no meio da noite fria e como se fosse navalha, cortou seu coração. A decepção de si mesma aumentara ao passar dos anos e não por culpa de problemas familiares, como imaginara que fosse... Nem por razões de coração partido, como temia. A decepção de sua vida se deitava sobre seu próprio espírito fraco. A terra de seus sonhos não lhe traziam conforto. Não lhe faziam cafuné. A mocinha com pouco mais de 20 horas a completar 23, não se lembrava se tinha nome. O nome desaparecera imerso na multidão de planos fracassados. Queria fazer algo a respeito. Queria levantar daquela cama fria e terrosa e realizar um plano anteriormente feito. Queria mesmo. Queria com todo o coração. 
  Porém, bem... o coração não se é grande suficiente para a operação. 

segunda-feira, março 09, 2015

Obra diária.


Nessa noite tirana e mal educada, chego a conclusão que cada dia da minha vida é uma obra literária e poética. Deixo de lado rotinas, depressão, preguiça e submissão ao cumprimento de regras sociais fundamentais. Deixo de lado pensamentos que não condizem, que não dizem respeito à beleza da minha obra! Tão bela esta, me deparei com certa vontade de narrar. Formato subjetivo de sempre, claro e conciso. Não tão certa esta certeza me espanta do meu bem-querer de modo que não há mais certezas de nada: se quero narrar e se vocês querem ouvir. Partindo desse pressuposto, apresento-lhes a divergente opinião sobre minha obra, com a intenção seguinte que a obra provém de mim e que cada autor é sua própria obra. Não pretendo agradar seus caprichos e não pretendo ser polida na termologia que usarei nessa divisão, portanto, se gosta de conceitos clássicos e linguagem eufêmica, sugiro que leia alguns outros temas que abordei nesse mesmo papel virtual. Pois bem, entenda:
  1) Canibalismo: É a forma com que me mantenho informada sobre eu mesma, ser errante, mutante, um bocado complicado de tão simples. Auto canibalismo. Consumo pedaços de mim afim de estar sempre completa. No entanto, essa completividade desejada gera uma paradoxo enorme com o que almejo em minha obra: satisfação. Como pode isso fazer sentido, como posso me manter assim, meio zumbi, meio eu, meio você, meio direito e meio termo? Questionamentos me agradam tanto quanto os tais meios termos mas nada posso mudar nesse cenário trágico e tumultuado. Me encontro nele de bom grado e não quero bem completar essa frase. Não possuo tampouco a vontade de ser questionada, logo, faça-me o favor de não ser indelicado.
  2) Auto conhecimento:  É a forma com que consumo de mim mesma todo o investimento intelectual e monetário gerado no fluxo de economia particular da minha alma. No espírito das minhas regras, dentro de meu próprio coração valente. Dedico-me a encontrar uma especialidade que se dedique a mim! Dedico que esse tal me entregue suas regras e me diga o o quanto meus pés são bonitos. Dedicarei cada momento de algumas obras minhas nesse intuito bobo. Não mais quero saber dos pés de outras conjunturas especiais que não se alcançam. 
Por fim, garanto que a divisão da obra se mostra incompleta e assim sempre se mostrará. A complicação advém do pra sempre insatisfeito, afim de sempre melhorar. A complicação advém, mais uma vez, da Terra do Nunca. Peter Pan, prazer em conhecê-lo!

terça-feira, janeiro 06, 2015

Isabela.


Isabela era uma mistura. Muito confusa, na verdade. Uma vez foi confundida com si mesma numa esquina em Roma.Perguntaram por ela mas ela mesma não sabia onde se encontrava. Era estranho, improvável e intenso a ideia de que uma pessoa não sabia se localizar... Isso não é ilegal? She was a projection, dream projection indeed. De qualquer forma, quando Isabela sorria, o pequeno mundo ao seu redor parecia querer sorrir-lhe de volta. Como se não o bastante, a atmosfera persistia com o movimento leve da sua mão pálida. O ambiente era impedido, por forças maiores (talvez aquelas que contataram Jânio Quadros), a proferir apenas o silêncio. O interessante era que, de fato, Isabela não era minimamente exclusiva. A não ser pelo seus olhos, que nada enxergavam, Isabela era uma cidadã totalmente comum. Mas havia algo, algo no modo em que sonhava, algo no modo com que lhe diziam "buon giorno". A capital italiana exalava Isabela e Isabela exalava Roma. Lei era una proiezione. Não considerava apropriado que suas palavras se tornassem eternas. Dizia, bem alto e claro: "Somos feitos de momentos, meus amigos... Momentos não são feitos para durar, mas para se viver." E os dentes apareciam logo atrás, bem bonitos na espera de sentir um olhar cúmplice da sua ilusão antropológica. Não lhe interessava os palpites contra, não lhe interessava nem mesmo se fazia sentido. O momento já passara e ela ansiava demais encontrar a si mesma em meio aquele cabelo escuro e denso, para lhe dar mais atenção do que o razoável. Pretendia viver ali, junto com seus amigos e seus cabelos pelo tempo que o ambiente desejasse sorrir-lhe. O problema de Isabela era mais simples do que muitos problemas seu: Os amigos dela não possuíam vida fora de seus sonhos. Delirante? Bem, não é obrigação de Isabela agradar aos padrões de nenhum de nós. Ela tem um escudo. Ela não irá chorar na sua frente e nem te fazer sorrir. Não irá atender às suas expectativas. Isabela é livre para ser e sonhar. 

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