terça-feira, janeiro 21, 2014

Próprio Manual.

Quando você pensa no futuro, o que vê? Quando você se idealiza, o que vê? Quando você conhece alguém, o que vê? No que você acredita, quais são seus amores? Quais são seus princípios? Como você deseja morrer? Você acredita que faz o melhor que pode? Você entende a si mesmo? São perguntas não tão básicas, no entanto, são perguntas essenciais. Tão essenciais a você e ainda assim tão difíceis de responder. Liste mentalmente seus objetivos até o final da semana. Organize suas ações e organize-as por um método. Sobre o método, não posso falar... Esse eu desconheço! Leia um livro e invista em si mesmo! Invista em seu método, seus objetivos e na sua arte. Invista no seu francês e nas suas aventuras! Invista no cinema e na leitura. Invista cada pedacinho de você em você mesmo e garanta suas respostas. Garanta sua dignidade. Seja poeta em um dia e biólogo em outro. Seja seu próprio médico e banalize os antibióticos. Regenere seu sorriso! Você é lindo! Quem diria? Seus sonhos são expressões próximas agora e tudo depende de você! E por último, não esqueça das horas. Eu espero por você.

sábado, janeiro 04, 2014

Querido Eu.


Como se faz dia, tornei-me Eu. O meu Eu me disse que eu não mais era eu mesma e que agora a permanência da minha hostilidade seria considerada um antígeno. Combatida, esmagada, morta. Logo então, revoltada com a ideia, assegurei que meu antígeno havia de se tornar uma infecção. Que a lugar nenhum minha hostilidade iria. Companheiro de sempre, me assegura do perigo iminente. Quem era Eu para me mandar? Quem era Eu para eliminar a dignidade que corre por minhas veias? Quem era Eu para me receitar antibióticos e antidepressivos? Quem ousaria me dizer que Eu não mais lhe amava? Pois, sim. Eu não era eu. Mergulhada em neologismos que não sei explicar. Submersa na literatura bonita, no português correto. Dizei-me que Camões alucinava, que Graciliano Ramos sofria, que Clarice era mal entendida em toda sua introspecção... Reticências representam um pensamento interrompido. Interrompido seria eu a pronunciar-me contra Eu mesma, não concorda? Pois bem, voltemos a Marte: Dizei-me que Eu escrevia bonito... Bonita. Mocinha nova, grande talento. O impasse é esse! A melodia não é nada calma. Rápida, controversa, incomoda um pouco. Será que Eu devo abaixa-la? Seguir o ritmo? Dançar? Incertezas. Dizei-me: Tu, pois, escreve sobre o que? O Eu pouco à vontade cria sentenças em sua mente. O olhar esperançoso se torna um desapontamento. Mas não de Mim. Eu me sinto e sento-me confortavelmente num banquinho qualquer. Expectativas. Não em vão, mas bem rapidinhas... Corroem e debatem umas com as outras. A ânsia não passa em Mim. Mas meu belo personagem Me resolve por fim. Sou eu, e o Eu não mais me incomoda. Somos nós, e nem por um momento duvide disso!

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