Once an author said that of all the possible combinations in the English language, "cellar door" is the most beautiful.
sexta-feira, maio 27, 2011
Quem sabe ?
Tudo aquilo que sempre quis é tudo aquilo que nunca terá. Não adianta dizer que é mentira, sabes que é a mais pura verdade. Sabes que nem a mais ingênua das pessoas mentiriam desta forma para si mesmas. Você não vive sozinha, precisa de alguém. Mas talvez não queira, talvez não queira ninguém... Quem a julga por isso ? Todos. E com que direito ? Nenhum. Mas não, não culpo a ninguém. Justiça é só uma ilusão, justiça não existe. E nunca existirá. Tudo que me importa agora é eu mesma. Eu mesma. Repita. Eu Mesma. Não preciso dos outros. Você ? Querido, eu o desprezo. O ignoro, dispenso. Vá embora que aqui nada há para ti. Te julgam pelo o que fez, pelo o que nunca fez e pelo o que fará. Mudei, mudei... Mas você ainda não se adaptou. Um discurso livre é o que querem ? Darei-vos. E pronto. Aceito, tudo muda. Nada muda. Aceite também. É a lei natural da vida, adapte-se, crie, invente. Fique junto a mim, fique junto a ele. Fique sozinho. O desprezo meu querido, ah, eu o desprezo.
terça-feira, maio 17, 2011
Adaptação
O que eu faço e o que eu deixo de fazer são perguntas na quais meu cérebro não consegue desenvolver uma resposta. Sinceramente, não sei o meu problema. Estou sempre com um, estou sempre confusa. Estou ali, estou aqui, mas queria estar lá. Quero algo que me deixe feliz, quero que me deixem em paz, quero sentir o sol na minha pele, tão quente, tão... Horrível. Já passou, só quero a solidão. A pura e completa companhia. Olho para os lados, espero alguém. Olho para mim, que não venha ninguém. Um dia me disseram que sou complexa, outro me disseram que sou a coisa mais simples do universo. Vocês. Vocês me confundem. Me deixam louca, isso é o que é ! Mundo no qual não consigo viver mais, me tire daqui ! Peço ajuda à aquele que quero distância. Fujo daquele que amo. Se apaixone por mim, me odeie, me odeie e me beije, é só o que peço. Mas não peço nada. Me faça ir, me busque. A dor me faz racional, o amor me deixa sentimental. Uma coisa muito simples de se entender. Adaptação não é comigo, adaptação não é o meu segundo nome. Escrevo o que vem em minha cabeça, sou o que sou agora. Vou ser o que serei daqui a alguns minutos. Não sei, não sei. As palavras são minhas inimigas-aliadas. Me definem, me escondem, me confundem. Agora, agora... Foi agorinha mesmo que eu conseguia fazer isso, mas já passou, já não consigo fazer nada.
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