A tempos, tão diferente. Sorriso meu é pleno quando te vê. Não há dúvidas do porquê. É claro que o sonho foi real. Não nego a existência do subjetivo no qual te busco incansavelmente. No entanto, melhor do que sonhar é te ver. Te ter e te beijar até amanhã. Amanhã para sempre, quero te ver. Nos seus olhos castanhos - tão citados - tão belos quanto os meus, eu acredito que sim. Sim, tá vivo! Tá ali, vem aqui, amor. Me abraça com sonoridade baixa para que eu poder, mais tarde, lembrar de ti. Mas não tão nítido, acredito no timbre da sua voz. Tu crês no meu? A formação do verbo é contínua, segmento sem receios do pra sempre. Declinou. Volta logo, larga de demora: Sinto sua falta. Não apreço sua distância mesmo quando não existem motivos para a presença. Não digo que o amo: Você poderia falar mais devagar, por favor? Cinco dias é o bastante, meu bem. Concorde comigo por hoje... Pense, fique por mais alguns minutinhos, mal não fará. De forma biológica, define-se reação. Contando contigo, somos nós. Longe de tudo... Ativo, tá quente. Devagar mas vai lá, vem cá, cada vez mais. Quero que a melodia se pronuncie como na primeira vez. Transcende do teu corpo para o meu. Traga a segunda como a primeira vez e traga também seu toque. Traga seus lábios e traga seus braços e traga seu olhar e traga seu amor pra mim, como um café quente ao qual você necessita de cautela para manuseio. Lá de longe, traga ele pra mim. Falo sério, falo bem, baixinho, falo pra ti: Me fala! Vem! Me diz, porque você é tudo que eu quero ouvir.
