terça-feira, julho 03, 2018

Nuit


A inspiração por vezes me afoba a fala e o olhar num estado incansável de espírito e mente. Me atravessam por dentro num pleonasmo vicioso que me leva a descer pra baixo e subir pra cima repetidamente sem ao menos notar o andar e ritmo que me proponho a passear. Ontem à noite, juro que ouvi teu sussurro enterrado em cobertas e enfiado nas pilhas de travesseiro que mais parece tropeços do meu coração.Parece desacertada a velocidade em que meus pensamentos fluem e carregam-se de densa oportunidade. A imagem projetada no âmago das minhas entranhas estranham a dinâmica oferecida gradualmente, num compasso desregular e apático. Regular e amável. Dentre danças e cigarros, rodopio em meio fumaça e risadas num propósito desconhecido e ignorado.Não ignoro, no entanto, tua presença cálida e teus pés gelados nos meus. Não é indicado definir os cálculos dos ângulos que meu corpo forma quando se aproxima do teu. Não é indicado falar mais baixo e se deixar levar por perturbados conceitos sem contradição pré estabelecida. Já disse e por mais vezes repito: O caos há de reinar. A variável é essencial para aqueles que buscam mais do que os olhos vêem. A reportagem disse que quando tu foi buscar pão, na fila já souberam o que você queria. Não presumo saber algo sobre o nada que me encaixa no tudo do mundo. O fluxo de palavras, rimas e gírias se emaranham em quantidades profundas de mar... e eu? Nem nadar eu sei. O algorítimo salvo na memória interna de mim me faz traçar passos falsos, em contexto calmo e doloroso num propósito indesvendável e ao mesmo tempo palpável.Asfalto a floresta que me cresce por determinação Estatal. Aos poucos, não há árvores, não há clareiras e não há mistérios verdes. Creio que todos se transformaram em devaneios e me assombram noite à dentro na esperança de um revolução digna de mim mesma. Compartilho o que resta, o que fica. E já me basta de palavras que criam em mim indignidade de estar. Vou voando baixo, em disritmia amiga. A suave melodia se encaminha e por mim eu nego minhas escritas, minhas palavras não hão de bonificar nem a mim mesma. O complexo espaço se alinha e se infiltra no meio de minhas linhas. O tremular de minhas mãos se ajeitam nas teclas do teu cabelo e versos voltam a se formar. Completo meu peito aberto com borboletas azuis e não há mais o que falar.

domingo, junho 24, 2018

Blue Experience


Me encontro cercada por certezas incertas que me alcançam no meu mais profundo estado de mim mesma. Não me iludo fingindo ter entendimento pleno dos fenômenos que me rodeiam . Me acomodo em meias palavras, em metade do que sou e do que quero ser. A ideia do meu eu ideal me ilumina e me entristece. De mansinho, devagarinho, me perco da posição inicial sem nem ao mesmo ver como ali cheguei. Em outro ponto, outra realidade, outro estado. Tenho a sensação de que por ali já passei... Meu peito carrega um sentimento de tudo, de tanto e de mudo... Perdido em ideias atravessadas, travessas inocupadas e gente assanhada. Não sei nem como encontro tanta cara pálida! Me ajuda aí, irmão. Me propõe uma solução, se a ti competência tamanha couber. Se não, vamo vendo aonde chega essa racionalização. Não carrego em meu espírito espaço pra perfeição. Levo tudo muito numa boa, num caos ameno e um grau constante de insatisfação. Aonde tu quer chegar, estás certo que lá estás? Pois eu não estou. Essa realidade não me compõe. Me transpõe, no entanto, sentimentos profundos e não há como deixar de dizer, um tanto quanto duros em contraposição de tudo muito raso que me cerca em norte, sul, leste e oeste. Essa variação me causa arrepios e ânimos tardios que configuram duvidosa paixão. Real e não. Subjetiva dedução que enlaça verbos e pronomes num contexto pornográfico e uniforme. Sem padrão, padronizo os estágios de minha saturação, derivando meus problemas e integrando permutações.Já não sei dizer se é do coração ou não. Porra! Tu sabe que isso tudo é em vão, né não? Vou parar por aqui então. Vê se assim, tu entende, por A + B que por mais que tu queira, as coisas não assim não... E continue tua encenação!

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