Once an author said that of all the possible combinations in the English language, "cellar door" is the most beautiful.
sexta-feira, novembro 21, 2014
Desconversando você.
Contando com a parte em que as coisas começaram a dar certo, contenho uma amontante boa de coragem. Conseguindo pouco a pouco enfrentar aquilo que mais cativa e mais queima. Queima por dentro, de calor irradiante... Não exatamente quente, apenas brilhante. Apenas exato, apenas certo. Desde Atenas até São Paulo... Viva! Mais uma vez você tentou. Acha que isso é o bastante, querido? Acha que é suficiente? Querendo se ater a não exatidão da coisa, me ativei quando pude... Coisa complicada! Salgada... Assim como a água do mar. Não entendi muito bem o que procedeu de todos aqueles juros. Aquelas moedas que não consegui contar, nao pareciam Reais, não eram reais. Será que você está entendendo essa reviravolta? Queria voltar... Vira, vira, vida, volta, vazei. Comparei demais o incomparável e o ajustável está voltando a se desajustar. Não deveria aborrecê-los tanto com ideias descontínuas em papel virtual, não deveria descontinuar minha conversa. Não é digno da comparação. No entanto, a sensação é de missão cumprida. De felicidade plena. De se sentir leve como uma pena. Não muitas vezes ou por muito tempo mas o instante permaneceu. Não me interessa muito se permanecerá. Escutei certa vez que o agora é mais importante, e acho que agora decidi ouvir. Hmmmm.... Não muito certo será, mas acho que os "e se"s deverão ser abandonados. Alguém sabe? Alguém me conta? O que há de certo? Já me saturei com "o que há de errado?" Bem, começou. Quem sabe não continua?
segunda-feira, setembro 22, 2014
Rascunho.
Me compreendo entre a metade do inteiro e o inevitável eu. Não compreendo, no entanto, a compreensão na qual me designo feito incompleto e sem vergonhas da minha "incompletividade". Desde pequeno entendi, não entendendo muito bem, a mocidade do rabisco... Tão indeciso sobre o que queria ser mas ao mesmo tempo tão ríspido e nítido e numa maravilhosa infinidade de possibilidade, assemelhando-se a células troncos. Obviamente, nos meus tempos de infância, o conhecimento sobre células troncos não me era dado suficiente para realizar tal comparação mas desde já eu as invejava. Hoje, sou um rabisco assim como um dia o vi. Mas o rabisco de mim se aponta em uma direção não amigável e um tanto árdua. O papel tá acabando e a "incompletividade"ainda tá ali, plausivelmente inútil, rindo da minha cara de um jeito manso que sugere que o tempo já foi perdido demasiado. Será que vou conseguir? Será que Deus vai conseguir? Será que alguém consegue? Oras, não pode ser tão complicado! Preencha o espaço em branco... Tão cheio de espaço vazio e de linhas tortas, cores erradas e manchas que parecem ser feito com lágrimas. A imagem me remete a tempos do pulmão de um fumante. É nebuloso, sobre qualquer clima. Aquela imagem construída sobre barulho da capital paulista, suco diluído e infância em excesso. As vezes pergunto-me qual a finalidade e por alguns segundos, me sinto sufocar por um ataque de pânico eminente. O lixo mora ali pertinho, abrigando vidas breves demais. O lixo daquele coração não mais inocente, por sua vez, se recusa infimamente a sair e se impõe com pé firme na questão arbitrária do Eu Inteiro. Eu pelas metades, pelos cantos, adulto demais pra ignorar a feiúra que reina no rabisco, mas criança demais para poder fazer realmente algo a respeito. Essa injúria me foi imposta sem perguntas e sem consentimento o que eu, pessoalmente, decidi entender como crime. A falta de alimento já vem me doendo, a falta de mim já me doeu o bastante. Mais próximo do fim do que do começo, não sei muito bem o que faço com tanto a fazer. Já correu tempo demasiado mas ainda é bebê... O trânsito propõe que não há tempo para tantas escolhas, tantas escolhas atrasadas... Empurradas sem muito contato pelos antecedentes. A cena é cínica e não transmite nenhum tipo de tranquilidade, reinando o caos.
- Decida-se, garoto - Diz aquela voz zombante e fria. - Ninguém mais olha por você por aqui.
Ele se decide. Decide por não transformar o desenho em algo completo. Complexo demais. Já que o fim é mais fácil, para quê lutar com o talvez, os intermináveis problemas financeiros, as cobranças, o amor - que não se mostrou sincero em 90% das vezes -, a vida prematura no lixo? Não.
A "incompletividade" permacerá.
segunda-feira, agosto 18, 2014
Como se fosse.
A tempos, tão diferente. Sorriso meu é pleno quando te vê. Não há dúvidas do porquê. É claro que o sonho foi real. Não nego a existência do subjetivo no qual te busco incansavelmente. No entanto, melhor do que sonhar é te ver. Te ter e te beijar até amanhã. Amanhã para sempre, quero te ver. Nos seus olhos castanhos - tão citados - tão belos quanto os meus, eu acredito que sim. Sim, tá vivo! Tá ali, vem aqui, amor. Me abraça com sonoridade baixa para que eu poder, mais tarde, lembrar de ti. Mas não tão nítido, acredito no timbre da sua voz. Tu crês no meu? A formação do verbo é contínua, segmento sem receios do pra sempre. Declinou. Volta logo, larga de demora: Sinto sua falta. Não apreço sua distância mesmo quando não existem motivos para a presença. Não digo que o amo: Você poderia falar mais devagar, por favor? Cinco dias é o bastante, meu bem. Concorde comigo por hoje... Pense, fique por mais alguns minutinhos, mal não fará. De forma biológica, define-se reação. Contando contigo, somos nós. Longe de tudo... Ativo, tá quente. Devagar mas vai lá, vem cá, cada vez mais. Quero que a melodia se pronuncie como na primeira vez. Transcende do teu corpo para o meu. Traga a segunda como a primeira vez e traga também seu toque. Traga seus lábios e traga seus braços e traga seu olhar e traga seu amor pra mim, como um café quente ao qual você necessita de cautela para manuseio. Lá de longe, traga ele pra mim. Falo sério, falo bem, baixinho, falo pra ti: Me fala! Vem! Me diz, porque você é tudo que eu quero ouvir.
quarta-feira, julho 09, 2014
Ânsia de Permanecer.
Como um baque surdo que soa aos ouvidos como um zunido, eu vi você cair. Cair em uma imensidão de mim que nem mesmo acreditei no tamanho da minha existência. Como se fosse no vácuo, vi a mim cair em você também. Conceito anterior de liberdade, fragilidade, caridade... Fidelidade. Fiel a tua rotina e aos teus devaneios, não há retorno para a cidade de veraneio. Mantenha-se de pé, e aguente firme porque outra escolha não há. Nunca houve, o seu livre arbítrio é delimitado por você mesmo e quer saber? Você é fraco. Não o alcançará nem em um milhão de anos e nem na imensidão de mim mesma. Não vejo o porque de continuar na luta de um dia ver ou ser algo melhor. Por quê não desiste? Não está cansado, sobrecarregado de tanto pesar? Por que não se livra da culpa? Porque não se livra da culpa. Eu sou tu, afinal, teu reflexo... Bem e mal! O jogo de palavras que utilizo bem me acompanham a noite a dentro, lá fora de mim. No diâmetro do meu esôfago e no fundo do coração. Não ouse confiar na sua própria palavra, mais duvidosa não há. Confie em mim, pois. Te farei bem, de mansinho e com carinho. Igualdade nunca fora nosso forte e o pretérito mais que perfeito garante a veracidade dessa fato, mas, peraí... "Desde quando você tá aqui? Não te vi chegar, não te vi entrar e não te vi ser o governante desse lugar." Quem deixou foi você. "Não deixei nada não... Seguranças! Retirem o intruso." E o moço com cara de malfeitor só o encara em uma piedade mútua consigo mesmo para com aquela criança mal formada e de aparência pálida, suando frio, sem confiança. Dá as costas para ele por fim de um jeito de quem diz: "Rapaz, porquê fui aceitar esse emprego?" e some de vista em um piscar de olhos. A criança, o rapaz, o homem ou seja lá como queiram chamar esse personagem palpável me olha nos olhos como se me conhecesse... Ou melhor, como se estivesse me reconhecendo de fato, entendendo o porque da minha presença naquele subconsciente do teu peito vazio a tanto tempo e repentinamente a confiança exala pelo quarto e me abafa com teu calor em forma de palavras sujas, rebaixadas, bravas e ao mesmo tempo queridas: "Por que foi que demorou tanto?" Essa eu não vou responder. Calmamente lhe digo que prefiro comunicar sobre isso mais tarde e tenho a certeza que já está respondido. No Sol poente do nosso coração, eu me garanto na tua presença maravilhosa. Tu és, portanto, a quem meu Eu indagava... Todos as vezes que voltava para casa a noite, de fininho, tentando não acordar, esse meu Eu assolava minha alma, tentando me arrancar respostas de porquê eu estava sozinha mais uma vez, chorando feito neném e com o coração na mão. Vigiando os quatro cantos pois já não sabia mais o que fazer. O clichê me encontra finalmente e eu - nós - o olho com uma cara de total incompreendimento da situação. Pois bem, vai lá. Me dá a mão porque agora você não tá sozinho, e sua casa vai ser comigo. Não demora, sim? Não tenho paciência para meio termos, querido... Mas te espero, assim, vem assim.
sexta-feira, abril 18, 2014
Desfecho.
Para você, escrevi um verso bonito. Raso e impreciso, dispensando metrificações. Não necessito de ti, no entanto admito a paixão que me corre, que te quer. Ainda assim, não revelo a razão a qual me cresce o desejo. É fácil distinguir que não a reconheço de modo nítido, não anseio em reconhecê-la. Eu prescindo do teu amor mas jamais do teu calor. Meu bem, chega junto e me faz sorrir. Me faz rir, me faz bem. Sempre parto do que não me diz respeito e rapidamente esse concepção muda. Tu passa a fazer parte de mim, assim, bem depressa. Um bom dia logo cedo, logo seu. A importância se dá na reversividade de uma música calma com pouca letra e incrível melodia. Não há sentido em comparar você, meu bebê. Por essa razão, possuo pleno conhecimento de que tu és uma canção. Assim como a música calma e repleta de melodia, lhe proponho um sonho. Sonha comigo, vem comigo pra o além-mar. Ilha bonita, me procura no fundo de todas essas notas e sílabas e me trás consigo pro teu coração. No final será um. Será nós! Independendo disso tudo, espero veementemente que não seja em vão.
quinta-feira, abril 03, 2014
Conceito Incompleto.
Para um amigo querido.
Por toda extensão, enxergo azul. Azul é o mar, azul é céu, azul são seus olhos. Sempre partindo de um ponto de partida partido, há uma comparação. Esta se indica imprecisa, desnecessária e inescapável. Para que haja você, tenho que compará-lo a mim. No entanto, teus valores não me impressionam e nem me dizem. "Fala!" mas não diz nada. Recessão dos meus sonhos, azul. Tão inalcançável quanto o conceito não nomeado, mero reflexo dum universo, - longínquo - palpável. Digo que sim e acredito em mim! Acredito no bonito e acredito na verdade incerta, inexistente e contestável. Logo fecho os olhos pois materializo a liberdade em uma planície nunca vista por nenhum par de olhos. Alcança-me! Envolva-me em um conceito seu, envolva-me na complexidade de sua própria liberdade. Liberta do quê? Depende. Não universal, não meu, não teu, não comum. Uma palavra diferente para cada pessoa, entrego-lhe em um verbo: Parar. Não mais procurar em lugar algum por algo que lhe complete, não mais querer, em hipótese alguma, sair do seu estado de repouso. Inércia inexistente, cálculo importante. Abraça tua liberdade, guria! Enxergue que é única, precisa e ainda assim incompleta. Enxerga que é bela pelo que é e pelo o que não é. Enxergue que é bela por conceito meu e por conceito teu. Enxergue que é bela por sua não definição e vá... Vá até o universo e reflita você mesmo no azul do mar, no azul do céu e no azul dos olhos dela. Pois esse azul, o azul crucial, define você de modo imperceptível e variável. Contrapondo-se ao fato do sua exatidão e permanência, varia-te em Sol! Sol esse que lhe provém luz para enxergar o azul, Sol esse que lhe provém luz para enxergar o sorriso e Sol esse que lhe provém o reflexo. Em simples português brasileiro, liberdade é quando se faz presente o seu conceito invariável no do outro, tornando-se esse azul, azul perfeito e em todas suas nuances.
segunda-feira, março 10, 2014
Atemporal.
E noite passada, eu desejei: Seu mundo podia ser o meu. Só um instante, só um olhar... Meu mundo podia ser você. E então, rápido e contínuo, amigo, bonito. Por um instantinho mais devagar, desejei: O beijo é meu. Pois logo realizei que não só apenas meu. Como sonho, como fim... Vazio! Intenso, cadê você? Te quero perto, te quero bem... Te quero. Não encaixa em palavras o que senti, mas me encaixo em você. De modo o qual que sussurro bem baixinho: Me abraça forte, tá frio... Cadê você? E ninguém entente, ninguém vê. É segredo mas é vivo! Como uma fênix: Renasce de onde não mais há renascer. Já morreu. Em que estágio da vida você está? Em que mundo se encontra, em que alma reside? Na minha não, na minha mão, mas queria... Vem morar comigo! Vem morar onde eu nunca mais lhe deixarei são. A vida é bela, já ouvi falar... Já ouvi alguns versos e li alguns poemas sobre, já sorri alguns minutos sólidos, mas nada nunca foi tão palpável quanto seu olhar... Larga o cigarro e vem comigo, vem cá! Como você se desfaz depressa, mas a beleza ainda mora. A beleza ainda chora, a beleza ainda está. Se faz presente, se faz ardente, se faz comum! Nos faz comum, nos faz um. Vem viver comigo por esse hoje, te faço juras de um dia só! Ainda assim, te faço juras por quantos dias for. Por quantos dias for amor, por quantos dias for de valor. Valor dado em pedacinhos de mim, se foi... Me desmonta, me busca e me devolve. Não pra mim, me devolve pra você! Mais um hoje, mais um nós. E hoje eu desejei: Seu mundo podia ser eu. Porém, já deu. Já deu e me dei por vencida. Conte-me, meu bem, já não aguento mais devanear. Compartilhe, meu amor, já não suporto mais imaginar. Diga-me, querido, já te adoro assim, tão lindo: Cadê você?
quinta-feira, fevereiro 13, 2014
Mudança de Contexto.
Disseram que não podia. Disseram que era errado, que era incerto, que não adiantava. Mentiram uma mentira contente. Sorriram uma verdade distante. Inconstante. Indispensável. Inanimado. Você. Fugiram milhares em contorno da comprovação. Fugiram para uma terra sem nome, sem dono. A denominaram Tese. Disseram que era um sonho belo. Estavam enganados, a beleza não mais havia. Mas não tão errado... Rapidinho se remontaram. O Sol vai se pondo do lado contrário, porém ninguém nota. A demência não permitiu a constatação do fato. Demente do utópico. Graças ao subjetivo, deu-se treva. Paradoxo seu, ninguém mais vê. A noite um dia pertenceu a alguém e um dia esse alguém foi o outro. A iminente falha se manifesta erroneamente no seu cérebro prejudicado. Na minha retratação antiquada, na cena enfeitada e na mentira errada. Tão errada quanto o próprio eu, mera consideração do correto. Relatividade é um conceito ultrapassado, ninguém utiliza mais de constantes. A energia lhe revitaliza... Pouquinho. Desprezível contexto: sacrifício em vão.
terça-feira, janeiro 21, 2014
Próprio Manual.
Quando você pensa no futuro, o que vê? Quando você se idealiza, o que vê? Quando você conhece alguém, o que vê? No que você acredita, quais são seus amores? Quais são seus princípios? Como você deseja morrer? Você acredita que faz o melhor que pode? Você entende a si mesmo? São perguntas não tão básicas, no entanto, são perguntas essenciais. Tão essenciais a você e ainda assim tão difíceis de responder. Liste mentalmente seus objetivos até o final da semana. Organize suas ações e organize-as por um método. Sobre o método, não posso falar... Esse eu desconheço! Leia um livro e invista em si mesmo! Invista em seu método, seus objetivos e na sua arte. Invista no seu francês e nas suas aventuras! Invista no cinema e na leitura. Invista cada pedacinho de você em você mesmo e garanta suas respostas. Garanta sua dignidade. Seja poeta em um dia e biólogo em outro. Seja seu próprio médico e banalize os antibióticos. Regenere seu sorriso! Você é lindo! Quem diria? Seus sonhos são expressões próximas agora e tudo depende de você! E por último, não esqueça das horas. Eu espero por você.
sábado, janeiro 04, 2014
Querido Eu.
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