quinta-feira, abril 03, 2014

Conceito Incompleto.

Para um amigo querido.

Por toda extensão, enxergo azul. Azul é o mar, azul é céu, azul são seus olhos. Sempre partindo de um ponto de partida partido, há uma comparação. Esta se indica imprecisa, desnecessária e inescapável. Para que haja você, tenho que compará-lo a mim. No entanto, teus valores não me impressionam e nem me dizem. "Fala!" mas não diz nada. Recessão dos meus sonhos, azul. Tão inalcançável quanto o conceito não nomeado, mero reflexo dum universo, - longínquo - palpável. Digo que sim e acredito em mim! Acredito no bonito e acredito na verdade incerta, inexistente e contestável. Logo fecho os olhos pois materializo a liberdade em uma planície nunca vista por nenhum par de olhos. Alcança-me! Envolva-me em um conceito seu, envolva-me na complexidade de sua própria liberdade. Liberta do quê? Depende. Não universal, não meu, não teu, não comum. Uma palavra diferente para cada pessoa, entrego-lhe em um verbo: Parar. Não mais procurar em lugar algum por algo que lhe complete, não mais querer, em hipótese alguma, sair do seu estado de repouso. Inércia inexistente, cálculo importante. Abraça tua liberdade, guria! Enxergue que é única, precisa e ainda assim incompleta. Enxerga que é bela pelo que é e pelo o que não é. Enxergue que é bela por conceito meu e por conceito teu. Enxergue que é bela por sua não definição e vá... Vá até o universo e reflita você mesmo no azul do mar, no azul do céu e no azul dos olhos dela. Pois esse azul, o azul crucial, define você de modo imperceptível e variável. Contrapondo-se ao fato do sua exatidão e permanência, varia-te em Sol! Sol esse que lhe provém luz para enxergar o azul, Sol esse que lhe provém luz para enxergar o sorriso e Sol esse que lhe provém o reflexo. Em simples português brasileiro, liberdade é quando se faz presente o seu conceito invariável no do outro, tornando-se esse azul, azul perfeito e em todas suas nuances.


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