Por um segundo, descobri-me inacabada. Senti-me como um rascunho. Incompleta, perplexa e inalterada a anos! O meu tempo de garantia expirou e a insegurança reina... Sinto que vou quebrar-me, sinto-me rompendo de fora pra dentro. Um estardalhaço de vidros. De fora pra dentro, penetrando minha pele e atingindo meus órgãos vitais. Apesar dos apesares, a necessidade está escorrendo... Derretendo... Substancialmente problemático.
- Volte a seu estado sólido! - Digo ao meu bem-viver.
- Volte você a seu estado compreensível - A resposta é vangloriada.
Que sentimento, que expressão, que atitude seria-lhe adequado? A adequação seria adequado? A perspectiva diz veemente que sim, não, sim. Calcule a frequência, desvende o gráfico! A adequação é desejada? A letra da música me responde em calmo samba. A poesia de Clarice Lispector me mergulha na minha própria... Vital? Tempo... De fora pra dentro! Você se identifica; se opõe; se reproduz; se interliga... O rascunho final é tão não-seu quanto meu bem-querer.





