quarta-feira, novembro 06, 2013

A tragédia do amor

A objetividade de amar é precisa, inconstante e indecifrável. Se você pensar, é bem clichê: Há o nascimento - Leve, rápido, intenso; Depois vem o desenvolvimento - Devagar, brando e tão pesado quanto carregar o sol nas costas. O envelhecimento é a melhor parte. Os velhos são a pior. A dependência é grande, assim como a necessidade. A visão de mundo é vasta, e conhece-se tudo. Conhece-se tudo aquilo que é teu. Tudo aquilo que é meu. É subjetivo, é metafórico e possui rima regular. O Eu desacredita e o Outro já cansou. As horas se arrastam, mas o tempo passa depressa... Depressinha. Não há muito o que dizer, os rins já não funcionam tão bem! E os olhos, opacos, já não vêem com a mesma clareza de outrora. 
- Eu lírico, meu bem, tens certeza?
- Pois então, caro leitor, certeza não se tem, pois essa palavra é pura utopia. A humanidade a extinguiu de modo que só se é meia certa em cálculos matemáticos.
- Como podes acreditar que há de se viver sem certezas?
- Há de se crer que vivemos da tragédia do amor, a mais incerta das (in)certezas, e isso nos garante, tchê.
O último suspiro é o mais doce. O sorriso é certo e a lágrima verdadeira, e como se não tivesse ocorrido, acabou.

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