A sensação de infinito -como descreveria Stephen Chbosky- que o Ano Novo nos proporciona chega a ser irracional. Qual é o sentido de pensar que um ano a mais no calendário que pende na sua porta faria alguma diferença no jeito com que lida com as coisas? Racionalmente, é insanidade. Sem fundamento. Porém, nessa história toda entra um velho conceito: Fé. Fé aquela que se sobrepõe a muitas virtudes que alguém pode ter. Fé essa que unicamente lhe permite tentar novamente algo em que fracassou. No entanto, conceitos são definições únicas e um tanto quanto pessoal. Os meus olhos não são os seus meu bem, não me seria justo deixar interferir. Compartilhe. Aí aparece uma virtude um tanto quanto contraditória. Compartilhar não é algo com que os humanos façam sem pensar duas vezes. Compartilhar é árduo. Compartilhar é firme, e nem sempre recompensador. Recompensar, pelo contrário, seria como respirar. Sempre que um favor nos é atribuído, sentimo-nos na obrigação de devolvê-lo sem precedentes. Justificamos tal ação como algo bom, mas a pura verdade é: Não gostamos de estar em dívida. Com ninguém e muito menos com nós mesmos. O débito que acumulamos em um ano, deve ser recompensado e compartilhado em saldo. O final de ano seria como fechar o caixa. O nosso próprio caixa. O Ano Novo é como uma forma de dizer para nós mesmos: Amanhã o lucro pode ser maior! E aí a infinidade de fé encontra-se viva e saudável em todos nós.

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