Os olhos dela são verdes e o batom vermelho. O sorriso é branco, sincero e contagiante. O cabelo, castanho, longo, modelado como de uma princesa. Toda a noite ela se vê sentada rodeada por pessoas que têm o dever de estar ali. O dever de rir a cada piada e não rejeitar nenhuma comida. Dever de apresentar sua felicidade para com todos presente. É risível a condescendência nesse dia enfeitado e também pesaroso. É palpável o entusiasmo dos mais novos à espera de presentes. É melancólico a expressão dos mais velhos. Estes ou ficam calados ou falam demasiado. Os que se calam, estão pensando em seus natais passados ou em quantos poucos ainda estão por vim. Os que falam demais, estão planejando mentalmente algo incrivelmente desesperado, e que geralmente, nos fazem sentir pena. A maioria dos adolescentes demonstram em seu semblante uma pouca vontade de estar ali. No entanto, dentre todas as atitudes e - sinceras e desesperadas - todas as expressões, - deslumbradas e cansadas - encontra-se no meio de tudo o espírito de união. União daqueles que você gosta muito ou pouco gosta. União daqueles os quais não vê desde o Natal passado. União de todos. Cristãos ou não, o Natal é bonito para todos. Nas ruas, nas lojas e nas casas. Pode até ser uma data comercial da atual sociedade capitalista, mas não há como negar sua beleza. E esse é o significado: Celebração da união mútua e bela.

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