Once an author said that of all the possible combinations in the English language, "cellar door" is the most beautiful.
domingo, dezembro 04, 2016
The endless me
Fico meio sem entender se devo narrar-lhes fatos na primeira ou na terceira pessoa. Eu, pessoa tão envolvida com gramáticas e afins, sinto-me pressionada a lhes escrever de modo bonito e correto. Mas seria estranho assim querer escrever-lhes através de neologismos errôneos e português pouco formal? Há coisas e tantas dessas coisas rodeiam minha vida sem me fazer bem entender comos e por quês. Já deve ser assunto demasiado repetido pra tu, leitor, como eu me sinto. Ou virá a ser. Não controlo, porém, todo esse sentimento que me escorre por palavras de língua estrangeira, tuas línguas e por desejos que ainda não conheço. Me conheci ainda a pouco, pois o verbo haver estaria empregado errado se eu dissesse que há pouco. Como palavras podem demonstrar tudo isso que me esvai enquanto eu, mera mortal, não achei ainda muito bem o caminho o qual eu vim ou o qual devo seguir? Novamente, não está claro para mim a frequência com a qual repito esses fatos sobre mim mesma que são tão presentes que mal posso ignorar. Não sei adjetivar todas essas sensações e não sei se está tudo bem por isso. Espero que sim. O que tu não sabes, querido, e está prestes a conhecer é que eu, além de tudo, sou nada. Me encontro num espaço infinito entre aquilo que sei e aquilo que quero saber. Busco em mim mesma verbos, substantivos, razões...Encontro sempre mais questões juntas das respostas que vou juntando. Como se fosse tudo parte de um grande cenário que não se faz dia diante poucas informações. São coisas que tu não vai entender, lamento eu. Gostaria de alguém para me explicar. O mundo por vezes parece de cabeça pra baixo e acho que esse seja um modo peculiar de ver as coisas. Peculiar o bastante. Quero gritar: Sinta! - E sinto lhe alcançar em níveis proibidos à consciência palpável manipulada pelo sistema e opiniões.E nesse plano, sinto-lhe sorrir em gênero, número e grau. Devo eu acrescentar detalhes que para mim somente interessam. São coisas pouco nítidas e que necessitam de modelação especial para se aprender com pleno sucesso. Vez ou outra, penso em escrever-lhe uma carta. Essa, dentre tantas não intencionadas que já lhe escrevi, estão salvas em alguma parte, ou mais provavelmente, em todas as partes de mim. Não posso dizer mais sobre isso. Sinto que negar seja sincero e não sei porque há de existir antagonismo entre as duas palavras. Vivo sempre assim... Na beirada das coisas. Como aquela vez que acreditei ser a única pessoa no mundo capaz de andar para sempre, sempre, na beirada da calçada. Não explicarei o ocorrido em si mas o fato é que a beirada sempre me favoreceu e atraiu. Limites são minha especialidade. E ai eu caí da calçada e entendi que ultrapassar limites talvez sejam ainda mais interessantes. Busco sempre qualidades antônimas e encontro similaridades no menos similar que existe. Não tenho certeza sobre meu orgulho a respeito do assunto mas me acho bastante inteligente. Gosto de fazer chover por dentro e abraçar por fora. Parece o certo a se fazer. I feel like swinging into the Space and it feels nice and warm from inside. O que me encanta, em fato, é fazer poesia. Combinar essa palavra com aquela e aquela boca com esse sentimento e isso me faz feliz. A influência que me corre não poderia ser menos intensa, como sou. Tudo ocorre paralelamente em diversas áreas do meu corpo, cabeça e coração. O que há de errado então?
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