segunda-feira, março 21, 2011

Astronomia e você.

Estava eu andando, na companhia do meu caloroso amor. Ele era quente. A sensação de sua mão na minha era avassaladora. Olhei para o céu por instante, e desejei que chovesse, queria ver o mar, queria sentir a chuva no meu rosto juntamente com o cheiro inigualável da maré. Até hoje, foi uma das melhores sensações que já senti. Voltei a realidade muito antes que queria voltar, e sorri. Um grande sorriso, porém falso. Por mais que adorasse aquela sensação, eu adorava tantas outras mais que aquela me privava. Mas era uma contradição sem fim, já que as outras me privariam daquela em especial.Uma sensação que nunca havia provado antes. Tão gostosa... era como esperar o chocolate derreter na boca, era delicioso. Mas era tudo tão complexo. Como astronomia. Astronomia e você. Não conseguia decorar suas expressões, não conseguia decorar sua respiração e nem o ritmo de seus passos, assim como não conseguia decorar os nomes das estrelas, aquelas lindas e luminosas estrelas, que depois de anos, ainda deixam sua luz. Não conseguia decorar você,  e também não conseguia te entender. Tu eras como uma estrela anã. Tão denso em seu interior... E isso me fascinava de um jeito que não conseguiria explicar nem para um bebê, onde poucas palavras  ou meias-palavras bastariam. Mas o problema é que não gosto de meias-palavras, nem meias-verdades, não gostava de nada que não fosse perfeito. E eu não me cansaria, e não me incomodaria, e muito menos me faltaria assunto para que eu passasse anos e anos explicando sobre astronomia e você.

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